Musica cover favorita.
Ah, wikipedia. Gosto tanto de você. Jimmy Baleias, você é um cara legal e não me importo de você me pedir dinheiro para mim todos os anos. Contanto que seu sitezinho continue me informando que a música de hoje é um dos covers mais famosos do mundo e que é regravado desde a década de 1930. Logo o cover é muito mais que justificado. É uma cover de uma cover de uma cover de uma cover tendendo ao infinito.
Curioso? Espere mais um pouquinho. A versão escolhida é de um filme que adoro. Nele Adam Sandler e Drew Barrymore (coisa linda) protagonizam uma comédia romantica muito da bonitinha no Havaí. Apesar da resistência de alguns dos meus leitores tem em relação ao Sandler, eu gosto muito de suas comédias. E sempre que passa "Como se fosse a primeira vez" na televisão eu paro e assisto. Mais ou menos como a Sarah e "Orgulho e Preconceito". Sempre assisto. Deve ser algum efeito "Chaves" psicológico, que nos deixa confortáveis ao assistir algo repetido.
O que mais gosto do filme é a cena final. Quando a Drew acorda sem se lembrar de nada mais uma vez e é relembrada por um vídeo que resume toda a sua historia, começa a soar ao fundo um suave ukulele. É uma música singela que diz que além do arco-íris, sonhos se tornam realidade. É bem o espírito dessa cena, de renovação, na qual a jornada dos protagonistas chegam ao fim e eles podem enfim ter uma paz.
Eu sei que essa música é na verdade de "O Mágico de Oz" (obrigado, wikipedia) e que vocês podem argumentar que a versão original é bem melhor. Só que, lembrem-se, essa é uma escolha de covers e gosto de imaginar que um sujeito tão grande e aparentemente tão bruto (ele parece um lutador de sumô) consegue nos brindar com uma pérola tão bonita:
Over the Rainbow, senhores:
Hoje tem bonus.
Já que mencionei esse instrumento tão curioso, o ukulele, curtam aí uma versão de "Bizarre Love Triangle" no intrumento:
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Aleluia
Aconselhado por
B. S. Pardo
às
15:39
Último dia do desafio e, devo admitir, estou mais aliviado do que triste. Porque toda reviravolta em minha alma musical deixou-me cansado, e satisfeito por 1) ter terminado o que me propus a fazer (seria bom que o mesmo me fosse permitido no trampo); 2) me deu uma nova perspectiva de minhas memórias musicais afetivas.
Foi igualmente uma oportunidade de compartilhar com os coleguinhas algumas das coisas que me são muito caras: por exemplo, todos agora sabem de minha compulsão por bandas inglesas, sobretudo dos anos 1980; do meu "recalque indie" (para citar o John); meu vício por cantoras/compositoras; o fato de que prefiro ficar em casa a ir a um show ao vivo, e tanta coisitas mais que estão diluídas em cada uma de minhas escolhas.
Falando nisso, também pude ver, relendo alguns posts antigos, de como minha técnica pseudo-gonzo de escrever é meio ridículo. Na maioria das vezes, um esboço rápido teria garantido idéias mais claras, e, quem sabe, recordações mais duradouras teriam aflorado. Por isso, se coragem tiver, farei uma ou duas postagem para corrigir injustiças que não podem ficar impunes (escolhas que, pela memória de peixe, escaparam-me).
E, por fim, o post derradeiro deste desafio: livro favorito sobre música ou músicos. E aqui mais uma vez, o John vai se destacar, porque eu não tenho o hábito de ler livros sobre músicas ou bandas. E o único que me recordo de ter lido foi-me emprestado pelo John:

Livro bem legal do Nick Hornby, sobretudo pelo cunho pessoal empregado pelo autor. Um dos capítulos é sobre a relação do filho dele, que é autista, com a música.
No mais, abraços!
Foi igualmente uma oportunidade de compartilhar com os coleguinhas algumas das coisas que me são muito caras: por exemplo, todos agora sabem de minha compulsão por bandas inglesas, sobretudo dos anos 1980; do meu "recalque indie" (para citar o John); meu vício por cantoras/compositoras; o fato de que prefiro ficar em casa a ir a um show ao vivo, e tanta coisitas mais que estão diluídas em cada uma de minhas escolhas.
Falando nisso, também pude ver, relendo alguns posts antigos, de como minha técnica pseudo-gonzo de escrever é meio ridículo. Na maioria das vezes, um esboço rápido teria garantido idéias mais claras, e, quem sabe, recordações mais duradouras teriam aflorado. Por isso, se coragem tiver, farei uma ou duas postagem para corrigir injustiças que não podem ficar impunes (escolhas que, pela memória de peixe, escaparam-me).
E, por fim, o post derradeiro deste desafio: livro favorito sobre música ou músicos. E aqui mais uma vez, o John vai se destacar, porque eu não tenho o hábito de ler livros sobre músicas ou bandas. E o único que me recordo de ter lido foi-me emprestado pelo John:

Livro bem legal do Nick Hornby, sobretudo pelo cunho pessoal empregado pelo autor. Um dos capítulos é sobre a relação do filho dele, que é autista, com a música.
No mais, abraços!
Marcadores:
30 day song challenge,
Nick Hornby
quinta-feira, 26 de maio de 2011
30 Day Song Challenge - Dia 23
Aconselhado por
John Pardo
às
23:55
Música para cantar junto
Uma coisa que esse desafio me provocou foi a de me reavivar a memória para musicas que estavam abando nadas em algum canto do meu cérebro. Aproveito e conto algumas historias pessoais minhas com essas canções para vocês, meus "inúmeros" leitores.
Então, hoje é o dia de escolher uma musica que sempre canto não importa em que ocasião. Mas são tantas, como escolher? Voltando para casa lembrei de uma banda de rap (outra) que ouvia muito quando adolescente. Se algum de vocês leram o post anterior, devem se lembrar que eu venho de uma familia evangélica. Um dos maiores problemas de jovens evangélicos é justamente as preferencias musicais. A doutrina proibe que os fieis escutem as ditas bandas do "mundo". Em boa parte dessa fase da minha vida eu era razoavelmente cumpridor dessa determinação, tanto que boa parte das minhas preferencias musicais pagãs foi adquirida um pouco mais tarde na minha adolescencia.
Daí, você começa a pensar: -Mas que saco, esse cara só ouvia músicas do coral da igreja, tipo ˜glória, glória, aleluia˜.
É aí que você se engana, meu caro. Uma das melhores coisas do capitalismo é, que se houver um nicho de mercado a ser explorado ele vai ser preenchido. O mercado tem horror ao vácuo. Nos anos 90, uma igreja chamada Renascer Em Cristo (sim, aquela do Bispo Estevam Hernandes e seu dinheiro não declarado), conquistou um grande espaço no meio neopentecostal com um evento chamado de "Marcha para Jesus" e seu apelo jovem. Nessas marchas haviam shows com bandas "gospel" de estilo, trejeitos, sonoridades e publico em tudo semelhante aos seus similares pagãos, mas tinham Jesus no coração. Era uma estratégia para se aproximar da juventude mais "moderninha" que assim não teriam um trauma tão grande ao aceitar Jesus.
Pois bem, com o tempo estabeleci meus gostos no meio dessa seara. E, por incrível que pareça, o hip hop cristão é bem prolífico. E uma banda se destacou muito no meio evangélico. Se chama Apocalipse 16. Tinha produção de primeira, rimas inspiradas e um band leader criativo e original. Pregador Luo. O cara tinha a moral. Fazia a transposição da temática normalmente pesada do rap, para algo mais propositivo, dentro da lógica cristã. Tinha um negócio que foi moda falar durante um tempo, "atitude".
Hoje, resolvi baixar o meu disco preferido da banda chamado "segunda vinda, a cura". Ainda tem um frescor interessante. Como eu ouvi esse album. Hoje não sei cantar as letras direitinho como antes, mas as musicas ainda me fazem abrir a boca e cantar:
-Ho, ho, ho, estou na paz do Senhor...
Mesmo que não faça mais tanto sentido assim.
Uma coisa que esse desafio me provocou foi a de me reavivar a memória para musicas que estavam abando nadas em algum canto do meu cérebro. Aproveito e conto algumas historias pessoais minhas com essas canções para vocês, meus "inúmeros" leitores.
Então, hoje é o dia de escolher uma musica que sempre canto não importa em que ocasião. Mas são tantas, como escolher? Voltando para casa lembrei de uma banda de rap (outra) que ouvia muito quando adolescente. Se algum de vocês leram o post anterior, devem se lembrar que eu venho de uma familia evangélica. Um dos maiores problemas de jovens evangélicos é justamente as preferencias musicais. A doutrina proibe que os fieis escutem as ditas bandas do "mundo". Em boa parte dessa fase da minha vida eu era razoavelmente cumpridor dessa determinação, tanto que boa parte das minhas preferencias musicais pagãs foi adquirida um pouco mais tarde na minha adolescencia.
Daí, você começa a pensar: -Mas que saco, esse cara só ouvia músicas do coral da igreja, tipo ˜glória, glória, aleluia˜.
É aí que você se engana, meu caro. Uma das melhores coisas do capitalismo é, que se houver um nicho de mercado a ser explorado ele vai ser preenchido. O mercado tem horror ao vácuo. Nos anos 90, uma igreja chamada Renascer Em Cristo (sim, aquela do Bispo Estevam Hernandes e seu dinheiro não declarado), conquistou um grande espaço no meio neopentecostal com um evento chamado de "Marcha para Jesus" e seu apelo jovem. Nessas marchas haviam shows com bandas "gospel" de estilo, trejeitos, sonoridades e publico em tudo semelhante aos seus similares pagãos, mas tinham Jesus no coração. Era uma estratégia para se aproximar da juventude mais "moderninha" que assim não teriam um trauma tão grande ao aceitar Jesus.
Pois bem, com o tempo estabeleci meus gostos no meio dessa seara. E, por incrível que pareça, o hip hop cristão é bem prolífico. E uma banda se destacou muito no meio evangélico. Se chama Apocalipse 16. Tinha produção de primeira, rimas inspiradas e um band leader criativo e original. Pregador Luo. O cara tinha a moral. Fazia a transposição da temática normalmente pesada do rap, para algo mais propositivo, dentro da lógica cristã. Tinha um negócio que foi moda falar durante um tempo, "atitude".
Hoje, resolvi baixar o meu disco preferido da banda chamado "segunda vinda, a cura". Ainda tem um frescor interessante. Como eu ouvi esse album. Hoje não sei cantar as letras direitinho como antes, mas as musicas ainda me fazem abrir a boca e cantar:
-Ho, ho, ho, estou na paz do Senhor...
Mesmo que não faça mais tanto sentido assim.
Só pra constar…
Aconselhado por
Sarah Parda
às
20:17
Eu não estou comentando nada no desafio dos 30 dias de música porque as bandas que vocês falam são grego pra mim!!!! não conheço quase nenhuma… tem dias que eu até penso que seria legal escrever algo sobre aquele dia…. mas a preguiça tá foda…
Acho que ao final talvez eu faça um super post das minhas escolhas… desvirtuando totalmente o desafio… 30 dias em um só dia quem sabe!!!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
30 Day Song Challenge - Dia 22
Aconselhado por
John Pardo
às
18:02
Musica de um show que nunca fui
O tema de hoje é ainda melhor que o anterior. O universo dos shows em que já fui é muito, mas muito inferior ao dos shows que nunca verei. Isso se contarmos só as bandas que estão em atividade atualmente. Se incluirmos as bandas que se desfizeram a conta nunca vai fechar, infelizmente.
Resolvi, para esse dia, escolher uma banda que não vai mais se reunir por um motivo simples. O vocalista e principal mentor da banda, morreu. Só se tivesse um delorean com um capacitor de fluxo e 1,31 gigawatt sobrando é que eu conseguiria ver esses caras no seu auge.
E foi por pouco meus amigos. Não resolvi escolher uma banda estrangeira tipo os Beatles (se bem que até seria legal vê-los tocando no Cavern Club) ou o Hendrix botando fogo na guitarra. Os caras que eu queria ver tocando mesmo é o Chico Science e Nação Zumbi.
Em 1997, quando o Chico morreu, eu tinha 13 anos e vinha de um lar evangélico. Nem fudendo meus pais me deixariam ir a um show "mundano" e ser condenado a danação eterna. E também só fui conhecer realmente o som deles em algum momento entre o ensino médio e a faculdade. Logo, no way.
E não venham me dizer que o Jorge Du Peixe segura a onda e virou um Band Leader a altura do Chico. Bullshit. Os discos lançados sob o nome de apenas Nação Zumbi não possuem a criatividade a energia e o impacto inicial do manguebeat raiz, moleque...
Só posso lamentar os shows que perdi e provar o gostinho que eram esses caras no palco com a ajuda do nosso glorioso YouTube e esse sonzinho aqui:
O tema de hoje é ainda melhor que o anterior. O universo dos shows em que já fui é muito, mas muito inferior ao dos shows que nunca verei. Isso se contarmos só as bandas que estão em atividade atualmente. Se incluirmos as bandas que se desfizeram a conta nunca vai fechar, infelizmente.
Resolvi, para esse dia, escolher uma banda que não vai mais se reunir por um motivo simples. O vocalista e principal mentor da banda, morreu. Só se tivesse um delorean com um capacitor de fluxo e 1,31 gigawatt sobrando é que eu conseguiria ver esses caras no seu auge.
E foi por pouco meus amigos. Não resolvi escolher uma banda estrangeira tipo os Beatles (se bem que até seria legal vê-los tocando no Cavern Club) ou o Hendrix botando fogo na guitarra. Os caras que eu queria ver tocando mesmo é o Chico Science e Nação Zumbi.
Em 1997, quando o Chico morreu, eu tinha 13 anos e vinha de um lar evangélico. Nem fudendo meus pais me deixariam ir a um show "mundano" e ser condenado a danação eterna. E também só fui conhecer realmente o som deles em algum momento entre o ensino médio e a faculdade. Logo, no way.
E não venham me dizer que o Jorge Du Peixe segura a onda e virou um Band Leader a altura do Chico. Bullshit. Os discos lançados sob o nome de apenas Nação Zumbi não possuem a criatividade a energia e o impacto inicial do manguebeat raiz, moleque...
Só posso lamentar os shows que perdi e provar o gostinho que eram esses caras no palco com a ajuda do nosso glorioso YouTube e esse sonzinho aqui:
Dia 29
Aconselhado por
B. S. Pardo
às
17:54
Penúltimo dia da refrega musical, com o tema favourite one hit wonder. Acredito que os brothers que criaram a lista imaginam, para hoje, aquela música que foi um sucesso absurdo por alguns meses, de uma banda que hoje é totalmente irrelevante. Aí se encaixam o "verão da macarena", ou aquela música impronunciável da banda de nome inaudito. Todavia isto é uma expressão da cultura americana que, se fóssemos transfirir para aqui, resultaria obrigatoriamente na escolha de festa no apê e outras tantas que povoam o carnaval brasileiro em Salvador e em outras capitais que fazem micarê fora de época. Ainda sim, Latino também é conhecido pelo mega-sucesso Baby me leva, ficando desqualificado no tema ora em questão.
Por isso, vou partir para músicas de bandas que eu gosto, de carreira sólida, cujo sucesso de uma música foi além de todo o restante de seu repertório, deixando-as conhecidas sobretudo (mas não exclusivamente) por isso. É uma abordagem holística do tema, que para muitos pode ser considerado trapaça.
Minha escolha seria Blondie, com Heart of Glass; mas depois de uma olhada rápida na net, vi que Call Me foi um outro estrondo da banda. Nunca imaginei isto - para mim, duas músicas boas, mas a primeira é beeem melhor do que a última. Não obstante, suficiente para mais uma desqualificação.
Restou-me...
O Third Eye Blind teve outras músicas conhecidas, e que eu gosto mais, como How it's gonna be e Jumper (segunda referência que faço ao Sim Senhor neste desafio. Acho que eu gostei mais do filme do que imaginava). Acredito, contudo, que o marco definidor da carreira dos caras é esta música.
Restante do pódio:
2º lugar: Semisonic - Closing time (não conheço nada sobre a banda, mas eu assistia tanto a este vídeo no Top 10 gringo da MTV que até hoje sei o refrão. Além disso, não soube de outro sucesso da banda);
3º lugar: Counting Crows - Mr. Jones (essa todo mundo conhece, não preciso elaborar).
Ps.: É engraçado que duas das três músicas que escolhi começam com repetição de uma sílaba: Do do do e La la la la.
Por isso, vou partir para músicas de bandas que eu gosto, de carreira sólida, cujo sucesso de uma música foi além de todo o restante de seu repertório, deixando-as conhecidas sobretudo (mas não exclusivamente) por isso. É uma abordagem holística do tema, que para muitos pode ser considerado trapaça.
Minha escolha seria Blondie, com Heart of Glass; mas depois de uma olhada rápida na net, vi que Call Me foi um outro estrondo da banda. Nunca imaginei isto - para mim, duas músicas boas, mas a primeira é beeem melhor do que a última. Não obstante, suficiente para mais uma desqualificação.
Restou-me...
O Third Eye Blind teve outras músicas conhecidas, e que eu gosto mais, como How it's gonna be e Jumper (segunda referência que faço ao Sim Senhor neste desafio. Acho que eu gostei mais do filme do que imaginava). Acredito, contudo, que o marco definidor da carreira dos caras é esta música.
Restante do pódio:
2º lugar: Semisonic - Closing time (não conheço nada sobre a banda, mas eu assistia tanto a este vídeo no Top 10 gringo da MTV que até hoje sei o refrão. Além disso, não soube de outro sucesso da banda);
3º lugar: Counting Crows - Mr. Jones (essa todo mundo conhece, não preciso elaborar).
Ps.: É engraçado que duas das três músicas que escolhi começam com repetição de uma sílaba: Do do do e La la la la.
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Third Eye Blind
terça-feira, 24 de maio de 2011
Dia 28
Aconselhado por
B. S. Pardo
às
18:29
Letras favoritas em uma música:
Chico é meu compositor favorito, e Construção é fantástica. Todos os versos são dodecassílabos e terminam em proparoxítonas. Nas partes seguintes, a ordem das palavras finais é alterada. E aqui reside a maravilha da música: para além de "mera" forma/estrutura, a canção narra o cotidiano de um trabalhador que paulatinamente caminha para a repetição sem vida, como uma máquina, agindo com lógica, até sua morte, irrelevante, atrapalhando o tráfego e o público num sábado. Mas eu prefiro esta aqui:
Não adianta. Parte da graça de Construção é um mundo alheio ao meu. Por mais que eu saiba o que são rimas alexandrinas, versos e poesia nunca foram a minha praia. E em Meu caro amigo, Chico é mais ele mesmo: crítico, inteligente e brincalhão. E a estrutura da música também é legal: em formato de missiva a alguém que está alhures - exilado político, talvez? - com notícias do nosso país. E o bacana é a repetição incansável da estrofe:
aqui na terra tão jogando futebol
tem muito samba, muito choro e rock'n'nroll [ou roquenról, como ele canta]
uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero lhe dizer é que a coisa aqui tá preta
Outras letras bacanas:
Stephen Malkmus - The Hook (o vocalista do Pavement adora contar histórias em suas músicas, e esta aqui é uma das mais legais - conta a história de um jovem sequestrado por piratas na véspera de seu casamento, e de sua eventual integração ao mundo marítimo... bem, no fim das contas não achei nenhuma vídeo bom da música, e upei Jenny and the Ess-Dog, que conta a vida de um casal, ela mais nova e riquinha, ele meia idade, filho de um representante da coca-cola e que tem numa banda);
Blur - Tender (a letra é bem simples, mas cheia de emoção. O vocalista escreveu esta música quando tomou um pé na bunda de sua namorada, a vocalista do Elastica. O vídeo tá podre, mas eu assisti a este show na TV e a participação da galera é de arrepiar).
Chico é meu compositor favorito, e Construção é fantástica. Todos os versos são dodecassílabos e terminam em proparoxítonas. Nas partes seguintes, a ordem das palavras finais é alterada. E aqui reside a maravilha da música: para além de "mera" forma/estrutura, a canção narra o cotidiano de um trabalhador que paulatinamente caminha para a repetição sem vida, como uma máquina, agindo com lógica, até sua morte, irrelevante, atrapalhando o tráfego e o público num sábado. Mas eu prefiro esta aqui:
Não adianta. Parte da graça de Construção é um mundo alheio ao meu. Por mais que eu saiba o que são rimas alexandrinas, versos e poesia nunca foram a minha praia. E em Meu caro amigo, Chico é mais ele mesmo: crítico, inteligente e brincalhão. E a estrutura da música também é legal: em formato de missiva a alguém que está alhures - exilado político, talvez? - com notícias do nosso país. E o bacana é a repetição incansável da estrofe:
aqui na terra tão jogando futebol
tem muito samba, muito choro e rock'n'nroll [ou roquenról, como ele canta]
uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero lhe dizer é que a coisa aqui tá preta
Outras letras bacanas:
Stephen Malkmus - The Hook (o vocalista do Pavement adora contar histórias em suas músicas, e esta aqui é uma das mais legais - conta a história de um jovem sequestrado por piratas na véspera de seu casamento, e de sua eventual integração ao mundo marítimo... bem, no fim das contas não achei nenhuma vídeo bom da música, e upei Jenny and the Ess-Dog, que conta a vida de um casal, ela mais nova e riquinha, ele meia idade, filho de um representante da coca-cola e que tem numa banda);
Blur - Tender (a letra é bem simples, mas cheia de emoção. O vocalista escreveu esta música quando tomou um pé na bunda de sua namorada, a vocalista do Elastica. O vídeo tá podre, mas eu assisti a este show na TV e a participação da galera é de arrepiar).
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