quinta-feira, 28 de abril de 2011

30 Day Song Challenge - Dia 05



Linha de Baixo Favorita

Essa não tem discussão. Tem que ser Iron Maiden e sua fodástica Aces High:


Uma banda que tem um baixista como líder não pode ter outra concorrente nessa disputa. Não, não é o Bruce Dickinson e seu cabelinho de principe dos seus tempos áureos, mas é Steve "the bass" Harris, o cara que manda naquela porra toda. Quando o Bruce, ficou putinho e pediu pra sair, o Stevão deixou o cara ir sem se abalar e manteve a firma funcionando, e bem. Quando Bruce pediu pra voltar, o patrão não se abalou e o aceitou de volta, sabendo que era o melhor para a banda e os fãs. Se o Tom Morello é um dos ídolos do B.S., esse cara pra mim merece o respeito. Joga bola, tem uma filha gata, e toca um baixo absurdo.

Sempre gostei de linhas de baixo bem marcadas, onde realmente se ouve o som do instrumento.
E nisso o Iron Maiden é mestre. Nessa música, em especial, apesar de ser o som da guitarra o primeiro a aparecer, quando o baixo de Steve começa a ser ouvido ele acelera a musica e passa a ditar o ritmo de uma forma impressionante. Puro e vigoroso metal. E a banda possui um senso de melodia impressionante. Nada soa fora do lugar. Os grandes clássicos, como "Fear of the Dark", "Run to the Hills" e "The Number of the Beast" me parecem como esferas perfeitas, simétricas, irrepreensíveis.

Sim, sou um grande fã desses caras.

Até amanhã.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

4º dia - Riffs



Dia 4 do desafio. Basicamente, o dia do Rock. Como bem explicou o John, o riff é a parte marcante da música propriamente dita - identificada nos primeiros acordes e que te faz balançar a cabeça, a responsável pela criação da nação headbanger.

Para variar um pouco, estava bastante difícil decidir por um. Afinal de conta, as bandas clássicas são conhecidos por seus riffs. Led, Sabbath, Stones, Beatles, AC/DC, Kiss, Who, Nirvana... Mas aí eu abri o Media Player do trabalho e me deparei com a singela música:





RAGE!!!! Perfeita para se ouvir no trampo. Ódio, insurreição, revolta contra o sistema que te oprime. Para mim, Rage Against the Machine é a banda que todo mundo que, em algum momento da vida já pensou que o mundo, a coletividade, tá fudida, já escutou. Além dos vocais e letras do Zach, o principal para confortar nossa revolta, dizer que é normal estarmos irados com tudo e todos, são os acordes do Tom Morello. Ele é o cara: ativista político de esquerda (o mano é formado em Ciências Políticas por Harvard, sacou?), articulado, excelente compositor, e, para plagiar o John, um verdadeiro Guitar Hero.

Para completar a lista:

2º) Smashing Pumpkins - Zero (há um nome mais evocativo da revolta adolescente, cheia de fúria e, por fim, inócua? Não preciso dizer muito que, quando no colégio, era minha banda favorita - talvez junto com o Pearl Jam);
3º) EMPATE! Lynyrd Skynyrd - Sweet home Alabama (quase escapei do clichê, mas o hino dos rednecks é ducaralho);
The Clash - Should I stay or should I go (outro clichê - não dá para esquecer dos maiores representantes da "atitude punk". Riff simples, pungente e contagiante).

30 Day Song Challenge - Dia 04



Música com o melhor Riff de guitarra

Essa disputa foi acirrada. Excesso de competidores. Riffs são a parte assobiável das musicas, aquele trechinho que gruda em sua cabeça de forma indelével. Para mim, uma boa musica que se preze tem que ter um riff imediatamente identificável. Uma frase que vai se repetindo e repetindo em progressão contínua na canção. Penso que a música é uma brincadeira cerebral. Não sou neurocientista, mas acredito que ao ouvirmos uma musica o cerebro tenta prever os padrões com os quais aquela melodia vai se desenvolver. Quando acerta, há um sentimento de satisfação intensa, como se estivesse fazendo uma adivinhação. Por isso, é difícil gostar de musicas muito experimentais, que mexem com a estrutura harmônica tradicional.

Isso pode ser uma grande besteira para apresentar o meu riff favorito. Foi difícil a escolha e no fim acabei ficando com uma música que é basicamente o desenvolvimento de uma idéia, sintetizada no riff inicial, até o seu final. Com vocês, Flock of Seagulls - I Ran:


Descobri essa musica jogando o Guitar Hero de temática oitentista. Ela grudou instantaneamente na minha cabeça. Como disse, toda a musica gira em torno do "pã-rã-rã-rã" do riff, com todos os instrumentos construindo essa musica deliciosa, como brincar de pogobol.

Quase ficaram com a indicação, Muse e seu conto dos cowboys espaciais, Pearl Jam com o fluxo que não para depois de alguns dias e o Foo Fighters que ganharia fácil se a categoria fosse melhor riff bucal.

Amanhã tem mais.


terça-feira, 26 de abril de 2011

Dia 3, mutherfuckers!!!



Dia três do desafio. Ânimo a mil.

Hoje o desafio tá difícil... o vocal masculino mais irado? Putz, nessa eu demorei para decidir - não sei se a escolha irá permanecer até a próxima linha. Afinal de contas, tem tantos vocalistas/cantores/intérpretes fudidos por aí. Apenas para citar alguns, que nem vão entrar na discussão do pódio: Lemmy-Motorhead; Bob Dylan (o bardo é fodástico); Chico Buarque e seu jeitinho safado de cantar; D-Bowie, o camaleão psicodélico; Michael Stipes, o carequinha performático do R.E.M.; Liam Gallagher e sua vozinha cretinamente contagiante; John Lennon, ponto; Robert Smith, do Cure, verdadeiro representante do gótico, um emo de raiz e herói da minha infância (vai entender, minha mãe me fazia escutar rock britânico quando muleque). E acho que aqui posso definir meu vocal favorito:



Como não, o sr. Manchester, Morrisey, fundador dos Smiths, cara mais cool dos anos 1980 (talvez o Ian Curtis vencesse se tivesse vivido por mais 5 anos), o autodefinido assexuado que toda mulher hétero e todo cara gay queria traçar naquela década. O cara manda muito bem até hoje, cinquentão. Letras iradas, títulos que parecem mais epitáfios ("The boy with the thorne on his side" e "Some girls are bigger than others")... poderia falar muito sobre ele, especialmente agora, mas vou parar aqui com o seguinte: Morissey is god.

Today's runners-up:

2º lugar: Julian Casablancas (Strokes) - Someday (o cara joga pinball com o Slash!!!! Alén disso, ele á a verdadeira prova que uma boa infância é fundamental para um futuro promissor - afinal de contas, o daddy dele foi o fundador da Elite, agência de modelos que hoje cuida/cuidou da Cindy Crawford, Elle Macpherson, Heidi Klum, enfim, você consegue imaginar a felicidade que o jovem Julian tinha quando pai dele o levava ao escritório?).
3º lugar: Mos Def - definition (o cara, escreve, canta e atua, e tudo isso em altíssimo nível. Se eu nascesse negro, ou em Bed-Stuy, queria ser ele).

Desafio, dia 2 - Intérprete feminina favorita



Dando continuidade ao Desafio de 30 dias, 30 músicas (ou whatever), hoje é dia de mostrar a intérprete feminina que mais gosto. E a escolha foi bastante fácil. Antes, eu devo contar que sempre fui sempre aficcionado por algumas cantoras. Na facul, eu era viciado em Björ e na Courtney Love (na verdade, no som que ela fazia no Hole). Hoje, as duas ficaram meio num porão de minha vivência - a islandesa pirada por causa do experimentalismo excessivo de suas músicas; a Love, pelo fato dela querer viver eternamente à sombra do falecido marido.

Enfim, sem mais delongas, a escolha do dia:




Minha atual obsessão musical, Feist é uma contra canadense meio indie, meio mainstream (se tal coisa for possível). A maioria da galera conhece as músicas "mushaboom", que fez parte de um comercial de perfumes da Lacoste; o já famoso clipe acima, "1, 2, 3, 4", onde ela canta e dança. O que pouca pessoas sabem é que para este clipe a Feist tomou inspiração nos jogos olímpicos de Calgary, onde ela, ainda adolescente, tomou parte da abertura das olimpíadas fazendo uma dancinha coreografada.

Além disso, ela tem cara de ser cool para caralho (as entrevistas dela são muito legais) e meio que um mistério para mim - além da carinha de boa moça, ela dá provas que deve saber aprontar. Afinal, ela foi roommate da psyco da Peaches, participando inclusive de um clipe muito, er, safadinho da mesma (Feist é a de preto no vídeo). Eu avisei que ela era um vício meu.

Aqui o resto do pódio:

2ª colocação: Norah Jones - Thinking about you (que continua a ter um som diferente, mas mantendo a sua identidade);
3ª Colocação: Joss Stone - Super duper love (timbre fantástico e eu já avisei à minha senhora que, se um dia a Joss der mole para mim, eu largo tudo e vou viver com essa loirinha da terra da rainha).

John - 30 Day Song Challenge Day 03



Your favourite male vocal song


Para o terceiro dia do desafio, meu vocalista preferido. Achei que seria uma escolha dificil, mas hoje no banho (sim, eu penso melhor tomando banho não sei por quê) lembrei de uma grande banda descoberta graças a um disco emprestado por um amigo de faculdade. Era uma coletânea de Dave Matthews Band, sem indicação nenhuma das musicas. Ao ouvir essa musica fiquei completamente apaixonado pela levadinha do violão e pela voz sem firulas do Dave. Eram tempos pré-internet e a ouvi por dias sem saber o titulo. Acabei perdendo o CD (lástima!) e levei muito tempo para descobri o seu nome, Dancing Nancies. Só depois de baixar quase toda a discografia pelo saudoso Kazaa, finalmente consegui ouvir novamente essa musica maravilhosa.

Ainda hoje, Dave Matthews Band é uma das minhas preferidas. Não podia ficar de fora do desafio.



segunda-feira, 25 de abril de 2011

30 day song challenge - Dia 1



Iniciando minha parte no desafio de 30 dias, 30 músicas diferentes (conformes as regras explicitadas pelo John), vou indicar a minha música favorita do momento. Devo afirmar que, se eu tivesse que escrever este post no sábado, minha atual música favorita seria outra. Mas eu sou assim: escuto os cds de dois ou três artistas por semanas, até pilhar em alguma outra coisa; em geral, fico num looping entre meia dúzia de álbuns, com a inserção eventual de algum artista que juro que sou o único a saber (doce ilusão do autoisolamento) - caso da música que hoje apresento:



Banda indie escocesa de nome inexplicável, e com tendências megalomaníacas (na música "The Captain, o vocal manda "I'm in control/ i am the son of god", e na música acima, "i' am the moutain, i am the sea/ you can't take that away from me") descobri Biffy Clyro assistindo ao especial sobre a edição 2010 Festival Hurricane, realizado anualmente na Alemanha. Ao ver novamente o especial nesta semana santa, pilhei muito nos caras, sobretudo em "Mountains" (que há três dias está na minha cabeça, do momento em que acordo até a hora de mimi).

Para fazer justiça, vou colocar as músicas que quase ganharam um post:

2º lugar: The Feeling - Sewn (britpop chiclete que me envergonho de escutar)
3º Lugar: Feist - So sorry